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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

ENTRE NA CAMPANHA DO VINHO É SAÚDE, SE BEBER NAO DIRIJA, VÁ DE BIKE-SAÚDE, É MAIS BARATO,


EVITA QUE GASTE UMA FORTUNA NO CONSERTO DO SEU CARRO, HOSPITAL E SEM DUVIDA PRESERVA A SAÚDE 
QUE VOCE GANHOU COM O VINHO,
SE BEBER VINHO,
VÁ DE BIKE-SAÚDE.
ENTRE NESTA CAMPANHA E DIVULGUE

Para (tentar) entender a Lei Nº 11.705

      O que se espera de uma lei é que ela seja justa.
        Muitos dos acidentes de trânsito estão associados a um consumo abusivo de bebidas alcoólicas. Isso motivou o governo a sancionar a Lei Nº 11.705 que determina tolerância zero de alcoolemia para quem dirige veículos automotores. Desse modo é criminoso todo indivíduo que dirigir veículo automotor e tiver qualquer alteração no teste do bafômetro ou o testemunho de alguém de suposta embriaguez. Isso tem despertado muitas discussões. É inquestionável que o consumo abusivo de álcool prejudica o desempenho na direção. O que muitos discutem é a criminalização do consumo de doses baixas de álcool e dirigir veículos automotores bem como a validade do uso do bafômetro e testemunho de pessoa não médica como prova de embriaguez. Vou apresentar alguns conceitos e informações para se (tentar) entender essa questão.
Alcoolemia – é a quantidade de álcool no sangue. Normalmente expressa em gramas de álcool por litro de sangue. O melhor método de avaliação é a dosagem por cromatografia gasosa no sangue. A dosagem na urina não traduz a quantia de álcool no sangue no momento da coleta do exame. A medida de álcool no ar expelido pelos pulmões guarda uma relação com a massa de álcool no sangue, como veremos mais abaixo.
Embriaguez – é a "intoxicação aguda e transitória causada pelo álcool ou substâncias de efeitos análogos que privem o indivíduo da capacidade normal de entendimento". Esse conceito não contempla níveis de alcoolemia e sim manifestações clínicas.
Bafômetro – aparelho que mede a quantidade de álcool no ar expelido pela boca. Não é uma medida direta da quantidade de álcool no sangue. Esses aparelhos expressam a quantia de álcool no sangue porque usam uma relação determinada por Widmark, em 1932. Esse pesquisador, estudando um grupo de pessoas, constatou que existe uma relação média de 2.100:1. Isso significa que a massa de etanol encontrada em 2.100 mL de ar expelido a uma temperatura de 34 ºC é a massa de álcool encontrada em 1 mL de sangue. Essa relação é adequada para a maioria das pessoas, mas não para todas. O ar contido no fim de uma expiração prolongada é que guarda uma relação mais fiel com a massa de álcool no sangue. Como se vê esse é um método indireto e sujeito a muitas variáveis, ao contrário da dosagem no sangue.
A absorção do álcool pelo organismo se dá de 20 a 40% pelo estômago e o restante, que é a maior parte, pelo duodeno – a porção inicial do intestino. Ele é solúvel em água e no sangue, mas não em gorduras. Seu metabolismo acontece quase exclusivamente no fígado e é eliminado do organismo pela urina, ar expirado, saliva e suor.
Metabolismo é o conjunto de transformações que substâncias sofrem no interior de seres vivos. A maioria das pessoas tem a capacidade de metabolizar 1 grama de álcool por cada quilograma de peso corporal num período de 24 horas. Assim, uma pessoa de 70 kg seria capaz de metabolizar 70 g de álcool em um dia. Mas muitos fatores interferem nisso tudo, a saber:
Idade – as pessoas de mais idade têm o metabolismo mais lento e um percentual menor de água no corpo, fazendo com que o álcool seja eliminado mais lentamente e se concentre mais nos outros tecidos. Exames de alcoolemia feitos em um jovem e um idoso que ingeriram uma mesma quantidade de álcool mostrarão níveis mais elevados para o de mais idade.
Sexo – as mulheres geralmente têm uma massa corpórea menor e um percentual de gordura maior que os homens. Elas também costumam ter menos enzimas que metabolizam o álcool. Por tudo isso elas costumam ser mais sensíveis aos efeitos do álcool e ter uma maior alcoolemia que os homens considerando uma mesma dose de bebida.
Peso – quanto maior a massa corporal de uma pessoa, mais o álcool se distribui pelo sangue e tecidos e menos concentrado ele estará no sangue. A quantidade de enzimas que metabolizam o álcool guarda uma relação direta com o tamanho do fígado que por sua vez é maior quanto maior o peso da pessoa.
Alimentos – A presença de alimentos no estômago e/ou duodeno retarda a absorção do álcool, dando mais tempo para o fígado metabolizá-lo. Em média duplica o tempo de absorção. Alimentos gordurosos retardam mais e os alcalinos menos a absorção do álcool. A presença de gás carbônico (água com gás, por exemplo) também aumenta a absorção. Por isso que vinhos espumantes ‘pegam’ mais fáceis.
Padrão de ingesta – beber muito rapidamente seguramente é mais danoso que beber lentamente. Beber dois copos em jejum é bem diferente que beber os mesmos dois copos, lentamente, junto com uma refeição e com 8 horas de diferença um do outro.
Medicamentos – vários medicamentos interferem na absorção, metabolização e eliminação do álcool, podendo aumentar ou diminuir a sua detecção pelos exames.
Constituição gênica – a informação genética de cada indivíduo pode interferir no metabolismo do álcool.
          Isso tudo gera muita discussão. A definição de embriaguez não contempla níveis de álcool no sangue e sim manifestações clínicas.
Um dos mais renomados professores e autor de livros de Medicina Legal, o Dr. Genivaldo Veloso de França, professor Titular de Medicina Legal nos Cursos de Medicina e Direito da Universidade Federal da Paraíba, em trabalho apresentado no 1º Congresso Internacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, realizado na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires, em  Buenos Aires, Argentina em abril de 2005, pondera: “se levarmos em conta apenas o resultado da dosagem do álcool no sangue, vê-se que é possível cometer-se enganos, levando em conta a inflexibilidade de uma avaliação que se baseia apenas no teor alcoólico do sangue do condutor de veículo”.
Ele defende que “o exame clínico tem como determinar com segurança a ebriedade, de forma concreta e detalhada”.
         Pelo aqui exposto, podemos constatar que tabelas, como a aqui apresentada, expressam apenas dados de um grupo de pessoas e que servem como referência para a maioria, mas não para todos. Quanto ao uso abusivo de bebidas alcoólicas não há dúvidas que é danoso e deve ser coibido. Mas o uso de bafômetros e níveis muito baixos de alcoolemia para fins legais são no mínimo muito polêmicos.
         Decisões importantes para a sociedade não deveriam ser tomadas baseadas em crenças dogmáticas e afirmações históricas de baixo nível de evidência científica, pois tudo que se espera de uma lei é que ela seja justa. Entre nesta campanha, QUEM FOR DIRIGIR NÃO BEBE, ao chegar em casa tome um calise de vinho no máximo 150 ml e tera uma otima noite de sono, veja matéria abaixo.


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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

APRENDA A FAZER ARMADILHA CAÇA-DENGUE COM GARRAFA PET EM 5 MINUTOS


Armadilha simples de ser feita pode ser solução para conter a dengue

Aluno do IFF envia o passo-a-passo para que todos façam a sua parte
Professor de Educação Ambiental Eduardo Almeida Ferré  envia o passo-a-passo para que todos façam a sua parte

Segundo dados da Secretaria de Saúde, as residência particulares concentram 82% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, que podem deflagrar, já no verão de 2012 a pior epidemia de dengue já vivida no estado do Rio.

Pensando nisso o tambem estudante do Instituto Federal Fluminense (IFF), Eduardo Ferré enviou à redação do Site Ururau, uma maneira simples, prática e ecologicamente correta de toda a população se engajar na campanha de combate à doença, eliminando os focos do mosquito. Eduardo acredita que o combate ao Aedes aegypti é uma obrigação de toda população e não só do poder público.

“Já passou da hora da população tomar atitudes ao invés de ficar esperando os governantes dar fim a este problema, só assim, juntos, vamos exterminar o mosquito da dengue. Prevenir à dengue deve ser uma obrigação de cada cidadão. Não deixar pneus, embalagens e recipientes acumulando água é a maneira mais importante para evitar a proliferação de mosquitos, inclusive dos Aedes aegypti,” enfatiza o estudante.

Ensinando o passo-a-passo, ele ensina como uma simples garrafa pet de um e meio a dois litros, pode se transformar numa armadilha que retira do ambiente as futuras gerações de mosquitos. 

VOCÊ VAI PRECISAR DE:
- 1 garrafa pet de 1,5 ou dois litros;
- 1 tesoura;
- 1 lixa de madeira nº 180;
- 1rolo de fita isolante preta;
- 1 pedaço (5 x 5 cm) de tecido chamado micro tule;
- 4 grãos de alpiste, arroz ou uma pelota de ração felina. 

Tire a tampa da garrafa e, com um jeitinho especial, remova o anel do lacre da tampa, sem danificá-lo. Reserve este lacre; ele será usado como componente da sua mosquitérica. Não basta montar, tem sempre que verificar, vendo se não rompeu, se tem água ou se já tem mosquito.

A próxima etapa é cortar a garrafa em duas partes.  Antes de iniciar o corte, amasse a garrafa até obter uma dobra.  Com o plástico dobrado fica mais fácil cortá-lo. Agora, use esse corte como furo para posicionar a tesoura e cortar o restante da garrafa; Uma das partes vai servir de copo e a outra, como um funil, será a tampa.

Agora você vai lixar toda a superfície da tampa, que corresponde à face interna da boca do funil, até torná-la completamente áspera e fosca (lixe sempre no sentido único, da boca do gargalo, para o funil, no fundo). Essa peça constituirá a tampa da mosquitérica;  

Corte o micro tule (5cm X 5cm) e cubra a boca da garrafa. Use o anel do lacre que você guardou como presilha. Esta fase exige o jeitinho especial, pois é necessário forçar a presilha para alcançar, pelo menos, a segunda volta da rosca.  Sempre verifique se não está furado. Neste caso, troque o micro tule.  Atenção: Não pode ser outro tipo, pois maior irá passar os filhotes. Só serve MICRO TULE.

Para estabelecer a altura ideal do nível da água na mosquitérica é preciso encaixar a tampa, com o bico para baixo, dentro do copo.  Identifique, de cima para baixo, o intervalo de altura que vai da boca do copo até o fundo fosco da tampa.  O ponto médio desse intervalo deve ser considerado como a altura do nível da água na sua mosquitérica. Marque esse nível com um pedaço de fita isolante, bem fino, como se fosse uma linha, colada pelo lado de fora do copo Essa marca também delimitará o espaço de ar que ficará acima da água, entre as duas peças da mosquitérica.

Chegou à hora de começar a montagem da mosquitérica: acrescente água no copo, de forma que fique uma camada aérea de 3 a 4 cm (da boca do copo para baixo)l; coloque o alimento (quatro sementes de alpiste, arroz ou uma pelota de ração felina triturada dentro d’água. Posicione a tampa, de maneira simétrica, com o bico para baixo e então vede as duas partes da mosquitérica, usando fita isolante. Use a fita isolante para fixar as duas peças da mosquitérica e, ao mesmo tempo, vedar o espaço entre a borda do copo e a face externa da tampa. Complete com água até o nível marcado com a tirinha de fita isolante.

Coloque a armadilha em local fresco e sombreado. Após uma semana, verifique a altura da coluna de água. Se estiver abaixo do nível, complete-a. Com o nível da água mais alto, os ovos que foram depositados na superfície áspera da tampa ficarão dentro d’água e, em poucos dias, será possível visualizar larvas de mosquitos nadando na parte inferior da mosquitérica.

É necessário esvaziar a mosquitérica para continuar a usá-la. Para esvaziá-la, agite o líquido de maneira a molhar todos os espécimes voadores que estejam presos. Depois é só tirar a tampa e derramar o conteúdo líquido na terra de um jardim ou vaso de planta. Caso queira jogar no vaso sanitário, adicione detergente líquido na água, espere as larvas e pupas morrerem e só então dê a descarga.

“Vamos ensinar todas as crianças a fazer brinquedo de pegar mosquito, e elas darão de presente e ensinarão seus avós, amigos e vizinhos e depois todo mundo irá brincar de ver quem pega mais mosquitos, alem de divertido, será uma atividade de cidadania. Todos devemos ser sementes e multiplicar estas armadilhas.” Finaliza Eduardo Ferré.

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